Dissertação/Tese do PPGCF
PADRÕES FLORÍSTICOS, FILOGENÉTICOS E PRODUÇÃO FITOLÍTICA EMMELASTOMATACEAE EM DIFERENTES FITOFISIONOMIAS DO CERRADO NO PARQUE ESTADUAL DO RIO PRETO E EM SEU ENTORNO
Discente de doutorado Ver currículo Lattes Ver ORCID Ver página pessoal Data: 01/04/2026 Hora: 14:00 Local: Auditório da Ciência Florestal
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Lúcia Maria Pôrto de Paula
Defesa
ResumoPalavras-chave:
O Cerrado abrange apenas 2% da superfície terrestre, mas abriga uma grande biodiversidade
florística. Entre as famílias encontradas no Cerrado, destacam-se as Melastomataceae por
apresentarem grande número de espécies – quase seis mil –, em diversas fitofisionomias e nos
mais diversos hábitos, além de várias espécies endêmicas. Fitólitos são estruturas
microscópicas de sílica que a planta armazena em condições de estresse. Este estudo foi
realizado no Parque Estadual do Rio Preto (PERP), na região da Chapada do Couto, nas
fitofisionomias Campo Limpo Seco (CLS), Campo Limpo Úmido (CLU), Campo Rupestre
(CR), Transições (T) e Capão de Mata (MC). Este trabalho abriga as Melastomataceae e sua
filogenia nas diversas fitofisionomias do PERP. Também foram descritos os fitólitos de
Melastomataceae registrados no interior dessa Unidade de Conservação (UC) e fora dela. Nossa
pergunta é: quais padrões florísticos, filogenéticos e produção fitolítica são encontrados nas
diferentes fitofisionomias do PERP? Foram coletadas mensalmente as espécies de
Melastomataceae com flores, tendo sido feitas vinte e quatro expedições ao todo. As espécies
coletadas foram herborizadas e inseridas no DIAM e ou HDJF. Também foram feitas buscas
no species link, consultando as coletas de Melastomataceae realizadas por outros pesquisadores
no local. Ao todo foram coletadas 44 espécies distribuídas nas seguintes fitofisionomias: dez
em CR; dez em T; nove em CLS; sete em CLU; oito em MC. Vinte e duas espécies são
exclusivas de dentro do PERP e apenas três são exclusivas da área de seu entorno, salientandose a importância de conservar as áreas de entorno do PERP. A filogenia apontou para a
irradiação das tribos das Melastomataceae em diferentes épocas. Em geral, foi observado maior
número de fitólitos nos indivíduos coletados nas áreas externas ao PERP comparativamente aos
indivíduos de mesma espécie coletados dentro do PERP. As fitofisionomias seguiram esse
padrão geral, exceto as áreas de transição CLS-CLU e as áreas de CLU. A hipótese é que outros
fatores estão gerando uma quebra do padrão nos CLU que refletem nos ambientes de transição
do CLU. O morfotipo PUZZLE e a categoria dark foram mais observados nas espécies arbóreas;
os outros morfotipos foram mais observáveis nas espécies herbáceas SPHEROID,
ELONGATE_SMALL, BLOCKY. Este estudo atua também auxiliando na produção de uma coleção
de referência em fitólitos modernos de espécies de Melastomataceae de regiões montanhosas
de Minas Gerais. Além disso, aponta que essas estruturas são mais comuns do que a literatura
aborda. Portanto, são necessários mais esforços no sentido de conhecer mais sobre as
silicofitólitos.
Melastomataceae; filogenia; fitólito
AbstractKeywords:
The Cerrado covers only 2% of the Earth's surface, but it houses a great floristic biodiversity.
Among the families found in the Cerrado, the Melastomataceae stands out for having many
species, almost 6,000, in the most diverse habits and physiognomies. Phytoliths are microscopic
silica structures that the plant store under stress conditions. This study was carried out in the
Rio Preto State Park (PERP), in the Chapada do Couto region, in the physiognomies dry open
field (CLS), wet open field (CLU), rocky field (CR), transitions (T), and gallery forest (MC).
This work encompasses the Melastomataceae and their phylogeny in the various
physiognomies of the PERP, the phytoliths of the Melastomataceae inside and outside the
PERP. Twenty-two species are exclusive to within the PERP and only three are exclusive to
the surrounding area of the PERP, highlighting the importance of conserving the areas
surrounding the PERP. The phylogeny pointed to the radiation of the Melastomataceae tribes
at different times. In general, a higher number of phytoliths was observed in individuals
collected from areas outside the PERP compared to individuals of the same species collected
within the PERP. The phytophysiognomies followed this general pattern, except for the CLSCLU transition areas and the CLU areas. The hypothesis is that other factors are causing a break
in the pattern in the CLU that is reflected in the transition environments of the CLU. The PUZZLE
morphotype and dark category were more observed in tree species, while the other morphotypes
were more observable in herbaceous species SPHEROID, ELONGATE_SMALL, BLOCKY. This study
also helps in the production of a reference collection of modern phytoliths and points out that
they are more common than the literature discusses and that, therefore, more efforts are needed
to learn more about silicophytoliths.
Melastomataceae; phylogeny; phytoliths
Banca de defesa
PresidenteNacionalidade: Brasileira Ver currículo Lattes Ver ORCID Ver página pessoal
EVANDRO LUIZ MENDONÇA MACHADO
Participante internoNacionalidade: Brasileira Ver currículo Lattes Ver ORCID Ver página pessoal
ANNE PRISCILA DIAS GONZAGA
Participante externoNacionalidade: Brasileira
Diego T
Participante externoNacionalidade: Brasileira
Heloisa H G C