Dissertação/Tese PREVALÊNCIA DO EXCESSO DE ADIPOSIDADE EM PESSOAS IDOSAS BRASILEIRAS UTILIZANDO DIFERENTES MÉTODOS DIAGNÓSTICOS: EVIDÊNCIAS DO ELSI-BRASIL - PPGREAB

Dissertações/Teses

Dissertação/Tese do PPGREAB
PREVALÊNCIA DO EXCESSO DE ADIPOSIDADE EM PESSOAS IDOSAS BRASILEIRAS UTILIZANDO DIFERENTES MÉTODOS DIAGNÓSTICOS: EVIDÊNCIAS DO ELSI-BRASIL

Discente de mestrado
Leticia G P
Defesa
  • Data: 18/08/2026
  • Hora: 16:00
  • Local: https://meet.google.com/meb-igfy-rys
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  • Resumo
    O envelhecimento populacional brasileiro tem sido acompanhado por aumento da prevalência de obesidade, condição associada a importantes agravos crônicos à saúde. A heterogeneidade dos critérios diagnósticos para mensuração da adiposidade dificulta a comparabilidade entre estudos e limita estratégias preventivas. Contudo, embora a literatura já demonstre ampla variabilidade nas prevalências de obesidade, essas estimativas, em geral, são provenientes de estudos distintos, e não conduzidos em uma mesma amostra. Assim, este estudo teve como objetivo estimar a prevalência do excesso de adiposidade, estratificada por sexo e faixa etária, utilizando quatro diferentes métodos diagnósticos em uma mesma amostra de pessoas idosas brasileiras residentes na comunidade. Estudo transversal de base populacional com dados de 5.362 participantes da segunda onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil 2019 e 2021). Foram incluídos participantes com 60 anos ou mais, não acamados e não cadeirantes. Os indicadores de excesso de adiposidade considerados foram: Índice de massa corporal (IMC) (≥ 30 kg/m²), circunferência da cintura (CC) (> 102 cm em homens e > 88 cm em mulheres), relação cintura-quadril (RCQ) (> 0,90 em homens e > 0,85 em mulheres) e razão cintura-estatura (RCE) (> 0,50 para ambos os sexos). A prevalência de adiposidade variou de 28,3% (IC95%: 25,9–30,9) a 88,8% (IC95%: 86,7–90,6) com o uso do IMC e RCE, respectivamente. As prevalências de excesso de adiposidade com o uso de CC e RCQ foram 52,6% (IC95%: 49,7–55,6) e 83,9% (IC95%: 81,8–85,8). As mulheres apresentaram maiores prevalências de excesso de adiposidade com o uso da CC (69,3% vs. 32,2%, p < 0,001) e pelo IMC (34,5% vs. 20,7%, p < 0,001) em comparação aos homens. Observou-se declínio da prevalência de obesidade pelo IMC com o avançar da idade, de 32,8% (60–69 anos) para 18,3% (≥ 80 anos), sem redução equivalente nos outros indicadores. A prevalência de excesso de adiposidade em pessoas idosas brasileiras variou expressivamente conforme o método diagnóstico utilizado, sendo menor pelo IMC e maior pelos indicadores que incorporam a circunferência da cintura, especialmente pela RCE. Esses achados indicam que o uso isolado do IMC pode subestimar a magnitude do excesso de adiposidade nessa população, reforçando a importância da utilização complementar de medidas antropométricas centrais na avaliação clínica e epidemiológica.
  • Palavras-chave:
    Prevalência; Antropometria; Pessoas idosas; Distribuição da Gordura Corporal; Composição Corporal.
  • Abstract
    The aging of the Brazilian population has been accompanied by an increase in the prevalence of obesity, a condition associated with excess adiposity and major chronic health conditions. The heterogeneity of diagnostic criteria used to measure adiposity makes comparisons across studies difficult and limits preventive strategies. Although the literature already reports variability in obesity prevalence estimates, these estimates often come from different samples rather than from the same population. The objective of this study was to estimate the prevalence of excess adiposity, stratified by sex and age group, using four different diagnostic methods in community-dwelling older Brazilian adults. This was a population-based cross-sectional study using data from 5,362 participants from the second wave of the Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI-Brazil, 2019–2021). Participants aged 60 years or older who were not bedridden or wheelchair users were included. The indicators of excess adiposity considered were body mass index (BMI) (≥ 30 kg/m²), waist circumference (WC) (> 102 cm in men and > 88 cm in women), waist-to-hip ratio (WHR) (> 0.90 in men and > 0.85 in women), and waist-to-height ratio (WHtR) (> 0.50 for both sexes). The prevalence of adiposity ranged from 28.3% (95%CI: 25.9–30.9) to 88.8% (95%CI: 86.7–90.6) when using BMI and WHtR, respectively. The prevalence of excess adiposity based on WC and WHR was 52.6% (95%CI: 49.7–55.6) and 83.9% (95%CI: 81.8–85.8), respectively. Women showed higher prevalences of excess adiposity based on WC (69.3% vs. 32.2%, p < 0.001) and BMI (34.5% vs. 20.7%, p < 0.001) compared with men. A decline in the prevalence of obesity based on BMI was observed with advancing age, from 32.8% among those aged 60–69 years to 18.3% among those aged ≥ 80 years, without an equivalent reduction in the other indicators. The prevalence of excess adiposity among older Brazilian adults varied substantially according to the diagnostic method used, being lower when assessed by BMI and higher when assessed by indicators incorporating waist circumference, particularly the waist-to-height ratio (WHtR). These findings suggest that the use of BMI alone may underestimate the magnitude of excess adiposity in this population, reinforcing the importance of the complementary use of central anthropometric measures in both clinical and epidemiological assessment.
  • Keywords:
    Prevalence; Anthropometry; Aged; Body Fat Distribution; Body Composition.
  • Banca de defesa

    Presidente
    MURILO XAVIER OLIVEIRA
  • Nacionalidade: Brasileira
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  • Participante interno
    ALESSANDRA DE CARVALHO BASTONE
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  • Participante interno
    NÚBIA CARELLI PEREIRA DE AVELAR
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  • Participante externo
    ARTHUR NASCIMENTO ARRIEIRO
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